Pular para o conteúdo principal

Postagens

Esperança, só esperança!

Hoje, um dos dias mais difíceis da minha vida, fui brindado com o testemunho de uma mulher muito simples. Uma mulher que, talvez, alguns não considerassem como digna de ser ouvida. Mas o testemunho dessa mulher foi profundo. E foi de encontro a um dilema vivido por mim nos últimos dias. Essa mulher contou como teve um encontro genuíno com Jesus somente depois de mais de trinta anos de uma frutífera e ativa vida na igreja. Ela contou como nasceu em uma família cristã. Como se casou com um varão e teve filhos que também eram criados na igreja. Contou como fazia parte do Coral e como evangelizava. E como seu evangelismo deu frutos. No entanto essa mulher, segundo seu próprio relato, ainda carregava um vazio. Ela ainda não experimentava o preenchimento que o relacionamento com Cristo traz à vida. Até que um dia ela ouviu o chamado do Mestre e foi convertida e salva, mesmo depois de mais de trinta anos de vida religiosa. Isso me fez pensar em quantas e quantas pessoas ainda não vivem ...

Amarás teu próximo como a ti mesmo

“Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.” Mateus 22.36-40 A simplicidade dos ensinos de Jesus é desconcertante. Tão desconcertante, que o ser humano precisa de racionalizações, categorizações, teologizações e vários outros “ções” para tentar se esquivar da verdade de Cristo. Um bom exemplo é este texto. O ensino é simples. A aplicação é simples. Mas os resultados de sua aplicação são inimagináveis! “Amarás teu próximo como a ti mesmo” não demanda de seus leitores um grande conhecimento das línguas originais, dos costumes dos povos do oriente médio daquela época ou da influência da filosofia grega naquela cultura. Demanda empatia, o colocar-se no lugar do outro. Se eu esti...

Combatendo o bom combate?

Só agora assisti ao filme sobre a vida de Paulo, lançado em 2018. Excelente adaptação. Excelente produção. Recomendo a todos que assistam. E o texto que agora escrevo traz algumas reflexões que já andam por minha mente há bastante tempo, mas que tiveram um reforço após o filme, pois nele vemos uma realidade que não mudou com o tempo: o conflito dos valores da igreja de Cristo com os valores do mundo. Mesmo o tempo histórico sendo outro. Mesmo os desafios não sendo idênticos. Mesmo as opressões e violências contra o Evangelho sendo diferentes. Todos os princípios demonstrados no filme, os quais creio serem fiéis aos escritos bíblicos, são perfeitamente aplicáveis ao nosso contexto hoje. Vemos uma igreja incompreendida na sua mensagem, não só pelos “de fora”, mas também pelos “de dentro”. Uma igreja oprimida na sua liberdade de ter apenas Cristo como Senhor absoluto de sua vida. Uma igreja sendo morta por não ceder às exigências da cultura e do governo. E, finalmente, uma...

Centenas vão centado milhares vão em pé

Ando de trem todos os dias. Então, vejo a inscrição da foto várias vezes. Mas nunca deixo de me admirar com ela. Pela escrita, percebe-se que não é alguém letrado, mas não por isso, menos inteligente na sua observação. Sabe-se lá qual a intenção do autor, mas seu pensamento me fez refletir. Espero que me acompanhe nessa “viagem”. O que tem de mais na frase? Olhar para o trem e perceber que nele cabem muito mais pessoas em pé do que sentadas é um tanto óbvio. Então por que escrever um texto sobre isso? Acredito que uma obviedade não daria ao autor a inspiração de escrever o pensamento em letras garrafais no alto de um prédio ocupado, aparentemente, de maneira irregular, por pessoas sem teto. Acredito haver um grito, uma denúncia ou apenas uma triste constatação. Há um paralelo com a vida. Por que o trem foi feito dessa forma? Existiria um meio melhor de construí-lo? Quem se beneficia com esse formato? Qual o efeito que isso causa nos passageiros? O que fazer para...

O Quarto Escuro e o Gato Preto

Certa vez um amigo de redes sociais compartilhou um texto, cujo o original já vi ser creditado a Voltaire, o que não busquei confirmar. Mas o texto compartilhado por ele fez um acréscimo à declaração “original”. A frase é essa da imagem. Prontamente escrevi um comentário na publicação dele. Eu escrevi “Achei!”. Hoje, considerando melhor o texto publicado, me arrependo do comentário que fiz. Calma, eu não estou me declarando ateu! É só porque não fui preciso no meu comentário. Eu deveria ter dito: “Fui achado, e não foi pelo gato!”. Deixe-me explicar. Antes de tudo preciso dizer que, embora o texto faça uma crítica mordaz à fé, ele traz elementos que pretendo utilizar para defender a fé. Caso não tenha percebido, a idéia da frase é debochar do metafísico debochando ainda mais do teólogo. Se o metafísico é idiota o suficiente para procurar, num quarto escuro, um gato preto que não está lá, o teólogo beira a loucura ao afirmar que achou o gato. Ou é só mentiroso mesmo....

Jesus não veio salvar "cidadãos de bem".

"Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal." 1 Timóteo 1:15 Eu sou tão mal quanto qualquer "bandido" ou "trombadinha" que está preso ou nas ruas. É o que dizem as Escrituras Sagradas, gostem disso ou não. Eu conheço a minha maldade e sei, sem sombra de dúvidas, que não mereço nenhum benefício da parte de Deus. Mas ele quis enviar o seu filho, Jesus Cristo, para morrer no lugar de pessoas más, como eu. Como sou grato a ele por isso!! É ele que está me modificando. Se ele me amou e me salvou, mesmo sendo quem eu sou, é óbvio que ainda há muitos homens e mulheres, homicidas, ladrões, pedófilos, corruptos e etc, que podem ser alcançados por Cristo, assim como eu fui, pois NÃO SOU MELHOR DO QUE ELES EM NADA. Se eu disser que amo estes homens e mulheres como Cristo, eu estarei mentindo. Mas a verdade é: eu quero e busco amá-los. Qualquer um que se chame cristão e ...

Meus problemas com Apologética

Preciso confessar uma coisa: tenho problemas com apologética. Não sei se é por causa da vinda do Willian Lane Craig ao Brasil por conta do congresso da Vida Nova, mas tenho visto muitos debates sobre apologética. Principalmente sobre a existência ou não de Deus. São grandes debates filosóficos (e, por que não, teológicos, visto que até os ateus estão teorizando sobre Deus para negá-lo e isso não deixa de ser teologia num sentido amplo) sobre as razões e provas para a existência de Deus. Estes debates não chamam a minha atenção. Talvez esta seja uma falha minha, e se alguém pensar assim, peço que orem pela minha vida. Então vou esclarecer: não é com qualquer tipo de apologética que tenho problemas, mas com a preocupação em provar que Deus existe. E digo o porquê. Em primeiro lugar a Bíblia não tem essa preocupação. A primeira frase do texto sagrado é: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” Gn 1:1. A existência de Deus é um pressuposto das Escrituras. ...