Introdução: quando a fraqueza humana vira mercado Imagine um comércio que prospere em cima da fraqueza humana. Um comércio que se alimenta da impulsividade, da fuga, da ansiedade, da solidão, da cobiça e da ilusão de controle. Um comércio que prometa alívio rápido, prazer imediato, anestesia para a alma ou a fantasia de uma vida melhor — e que, no fim, entregue famílias quebradas, dívidas escondidas, consciência cauterizada, dependência, vergonha e destruição. Imagine uma prática que, quando entra na vida de alguém, raramente fica confinada ao indivíduo. Ela atravessa a porta de casa. Pesa sobre o casamento. Desorganiza os filhos. Corrói a confiança. Suga recursos. Adoece o ambiente. Multiplica mentiras. Faz a família inteira sofrer por causa do pecado de um só. Agora imagine que esse mercado movimente muito dinheiro. Dinheiro suficiente para comprar silêncio, tolerância, propaganda, patrocínio, lobby, verniz cultural e palavras mais agradáveis para descrever aquilo que, em outra...