Assisti recentemente ao filme Raça e Redenção , baseado em fatos reais. Ele narra o processo de integração racial em uma cidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, durante os anos 1970. No centro da trama estão dois personagens improváveis: Ann Atwater , uma mulher preta, ativista dos direitos civis, e C.P. Ellis , o presidente local da Ku Klux Klan . O que mais me impactou não foi apenas o retrato cru do racismo americano , sem disfarces nem amenizações, mas o contraste entre a crueldade do sistema e a graça que rompeu suas amarras . Ellis é apresentado como o inimigo. Mas, à medida que o filme avança, vemos um homem moldado por um contexto social, cultural e religioso que alimentava o medo, o orgulho e a ignorância. É fácil demonizá-lo — e ele merece condenação por seus atos —, mas algo acontece quando a história o humaniza: o ódio dá lugar à compreensão de que há ali um pecador cativo , tão necessitado de redenção quanto qualquer outro. A pergunta que desmascara as geraçõe...
A música Freedom ’90 , de George Michael, é um grito contra a opressão da indústria cultural. Cansado de viver como um “produto”, ele denunciou a prisão de uma identidade fabricada: o sex symbol que não correspondia a quem ele realmente era. O clipe é simbólico: objetos que representavam sua imagem pública são destruídos, enquanto ele mesmo se recusa a aparecer diante das câmeras. A força dessa música está em mostrar que viver de acordo com uma identidade imposta — seja pela indústria, seja pela cultura — é sufocante. Ela nos ajuda a refletir sobre como, muitas vezes, nós também usamos máscaras para sermos aceitos. Mas o problema não está apenas “lá fora”. Dentro da igreja também corremos o risco de trocar uma máscara por outra. Cristianismo não é performance O Evangelho não nos foi dado para nos tornar atores religiosos, mas para nos libertar da escravidão do pecado. Ainda assim, em muitos contextos, a fé tem sido reduzida a padrões morais : roupa certa, fala certa, comportamento...