Pular para o conteúdo principal

Não se torne o Darth Vader

 


"Tenham cuidado, irmãos, para que nenhum de vocês tenha um coração mau e descrente, que se afaste do Deus vivo." - Hebreus 3.12

Infelizmente minhas referências são muito antigas. Falar de Star Wars e Darth Vader não vai fazer muito sentido para muitas pessoas. Mas, como não tenho uma referência melhor, vou usar essa mesmo 🤪

Costumo dizer que, salvo raras exceções, ninguém se torna o Darth Vader de uma hora para outra.

Ao olhar a trajetória de Anakin Skywalker, vemos o quanto ele não estava consciente do caminho que estava trilhando.

Sempre que o advertiam sobre como seus sentimentos o estavam conduzindo para o lado negro da força, sua reação era negar. E ele não fazia isso por estar tentando esconder algo que ele sabia estar acontecendo. A verdade é que ele realmente não acreditava na possibilidade de se tornar um Sith.

Ao ler esse versículo da carta aos Hebreus hoje, fui levado a essa referência de Star Wars.

O autor fala para seus leitores terem cuidado! A advertência é para que seus leitores fiquem atentos, pois o risco de virem a ter um coração descrente e mau é real. O risco de se afastarem do Deus vivo é real.

Pela minha experiência, vejo que é um caminho inconsciente como o de Anakin. É aos poucos. Passinho por passinho. De pequenas concessões a pequenas concessões. Um "não vou ao culto" aqui, um "não vou orar hoje" ali e quando se percebe, o coração já está longe do Deus vivo.

Você que está lendo esse pequeno texto hoje, faço a você o mesmo pedido que o autor aos Hebreus fez: tenha cuidado!

Ouça os Mestres Yoda e Obi-Wan que Deus tem colocado na sua vida. Seus pastores e líderes. Preste atenção em suas advertências.  Considere a possibilidade de você estar trilhando um caminho que o conduz ao lado negro, que o afasta de Deus.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Centenas vão centado milhares vão em pé

Ando de trem todos os dias. Então, vejo a inscrição da foto várias vezes. Mas nunca deixo de me admirar com ela. Pela escrita, percebe-se que não é alguém letrado, mas não por isso, menos inteligente na sua observação. Sabe-se lá qual a intenção do autor, mas seu pensamento me fez refletir. Espero que me acompanhe nessa “viagem”. O que tem de mais na frase? Olhar para o trem e perceber que nele cabem muito mais pessoas em pé do que sentadas é um tanto óbvio. Então por que escrever um texto sobre isso? Acredito que uma obviedade não daria ao autor a inspiração de escrever o pensamento em letras garrafais no alto de um prédio ocupado, aparentemente, de maneira irregular, por pessoas sem teto. Acredito haver um grito, uma denúncia ou apenas uma triste constatação. Há um paralelo com a vida. Por que o trem foi feito dessa forma? Existiria um meio melhor de construí-lo? Quem se beneficia com esse formato? Qual o efeito que isso causa nos passageiros? O que fazer para...

Máscaras que Matam: Por que o Evangelho Liberta e a Moralidade Imposta Aprisiona?

A música Freedom ’90 , de George Michael, é um grito contra a opressão da indústria cultural. Cansado de viver como um “produto”, ele denunciou a prisão de uma identidade fabricada: o sex symbol que não correspondia a quem ele realmente era. O clipe é simbólico: objetos que representavam sua imagem pública são destruídos, enquanto ele mesmo se recusa a aparecer diante das câmeras. A força dessa música está em mostrar que viver de acordo com uma identidade imposta — seja pela indústria, seja pela cultura — é sufocante. Ela nos ajuda a refletir sobre como, muitas vezes, nós também usamos máscaras para sermos aceitos. Mas o problema não está apenas “lá fora”. Dentro da igreja também corremos o risco de trocar uma máscara por outra. Cristianismo não é performance O Evangelho não nos foi dado para nos tornar atores religiosos, mas para nos libertar da escravidão do pecado. Ainda assim, em muitos contextos, a fé tem sido reduzida a padrões morais : roupa certa, fala certa, comportamento...

Quando o Inimigo se Torna Irmão: Graça em Meio à História e à Cegueira

Assisti recentemente ao filme Raça e Redenção , baseado em fatos reais. Ele narra o processo de integração racial em uma cidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, durante os anos 1970. No centro da trama estão dois personagens improváveis: Ann Atwater , uma mulher preta, ativista dos direitos civis, e C.P. Ellis , o presidente local da Ku Klux Klan . O que mais me impactou não foi apenas o retrato cru do racismo americano , sem disfarces nem amenizações, mas o contraste entre a crueldade do sistema e a graça que rompeu suas amarras . Ellis é apresentado como o inimigo. Mas, à medida que o filme avança, vemos um homem moldado por um contexto social, cultural e religioso que alimentava o medo, o orgulho e a ignorância. É fácil demonizá-lo — e ele merece condenação por seus atos —, mas algo acontece quando a história o humaniza: o ódio dá lugar à compreensão de que há ali um pecador cativo , tão necessitado de redenção quanto qualquer outro. A pergunta que desmascara as geraçõe...